quarta-feira , 26 abril 2017
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Como Aprendi Inglês com o RPG

Desde sempre, eu me interessei em histórias de fantasia. Me amarrava quando passava Willow na Terra da Magia na Sessão da Tarde, ou qualquer outro filme que tivesse algum tipo de magia ou criatura fantástica. O RPG mesmo fui conhecer bem mais tarde, mas ele me ajudou muito na minha vida. E uma das coisas que o RPG me proporcionou foi um conhecimento até razoável da língua inglesa.

É bem verdade que, nos meus tempos de escola, eu era o “nerd” da turma, excluído, esquisito e “CDF”, e nunca tive dificuldades nas provas de inglês ou espanhol, pois sempre prestava muita atenção na aula, mas foi o RPG que ensinou pra valer.

O RPG me Ensinou Inglês

chrono-trigger

De início nem era o RPG de mesa. Foi com Chrono Trigger do Snes, o meu primeiro RPG eletrônico que me colocou no mundo da língua inglesa, afinal de contas, eu precisava saber o que aquele cara estava pedindo que eu fizesse, senão eu ficaria “travado” no jogo, andando pra cima e pra baixo sem conseguir prosseguir com a história. Então eu pesquisava as palavras ditas pelos personagens, ampliando meu vocábulo na língua do Tio Sam.

Se com Chrono Trigger eu comecei a gostar  de RPGs eletrônicos, foi com Final Fantasy VI que eu submergi de vez nesse mundão, seguido pelo magnífico Final Fantasy VII e indo por um sem fim de jogos fantásticos com histórias muito bem escritas e reviravoltas deliciosos… sem se esquecer da magia, claro! Sempre pesquisando as palavras em inglês que eu não conhecia para entender o que estava acontecendo no jogo, pois só ver as animações não te ajuda muito, né?

Compre aqui!
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Quando eu tinha treze ou quatorze anos, mais ou menos, fui com meu pai a uma livraria, pois ele queria comprar um livro novo de gramática (ele é professor de língua portuguesa). Nas andanças entra fileiras e mais fileiras de livros dos mais variados assuntos, um me chamou atenção. Se chamava O Senhor dos Anéis – Volume Único, aquele grossão mesmo.

Perguntei a meu pai se poderia comprar e ele olhou pra mim desconfiado, “Tu vai ler?”. Respondi com um olhar que queria dizer “acho que sim”. Ele comprou. Devorei o livro e me apaixonei pelos escritos do Mestre Tolkien. Paixão esta que até hoje me acompanha. Desnecessário dizer que isso foi um passinho mais perto do RPG de mesa, certo? Mas eu queria mais sobre essa tal Terra Média, então voltei pra internet para pesquisar e, adivinha? As maiores fontes de informação sore o assunto estavam em inglês. No problem!

Algum tempo depois conheci um jogo de cartas muito interessante chamado Magic: The Gathering. Temática bacana, mecânica interessante e desenhos legais… gostei. Nessa época a maioria das cartas estavam em inglês, a distribuição de cartas traduzidas era bem fraca e nós acabávamos com um deck quase tod, se não todo, em inglês. Pesquisas… vocábulo ampliado… Let’s play!

Foi aí que um dos meus amigos que jogavam Magic perguntou se eu conhecia RPG e me apresentou o Sistema Daemon, que é meu favorito até hoje. Ok! Mas o Daemon é nacional! Sim. Mas quem disse que eu fiquei satisfeito com as informações que os livros e revistas do sistemas me davam? Eu sabia que a temática de Trevas tinha muita coisa de mitologias diversas e terias da conspiração das mais variadas. Olha eu na internet outra vez pesquisando temáticas para aventuras. Claro que sites em inglês tinham muito mais informações, então…

Werewolf-The-ApocalypseAlém disso, descobri o Storyteller, que hoje conhecemos como O Antigo Mundo das Trevas, e naquela época comprar um livro desses era só para os mais abastados. Sim, eu fiz parte da famosa Geração Xerox no cenário RPGísta nacional, mas, desta vez a coisa estava um pouco mais complicada. A Devir trouxe Vampiro a Máscara, mas os outros livros do cenário ficaram sem uma versão nacional por um tempo, então baixei (sim, baixei, naquela época eu fazia isso) os originais em inglês e usei eles assim mesmo. Mesmo com um vocábulo razoável, ainda tive que pesquisar uma coisa ou outra, mas isso nunca foi um problema, pois o longo caminho de Chrono Trigger até aqui já tinha me adiantado um bom conhecimento de inglês.

No fim das contas, o RPG me ajudou muito mais na aprendizagem da língua inglesa que as aulas de inglês da escola. Hoje eu ainda não conseguiria manter uma conversação com um nativo inglês ou norte americano, mas já entendo muita coisa e é só eu me aplicar um cadin mais que vou melhorando meu inglês.

Essa foi apenas uma das coisas que o RPG me ajudou em toda a minha vida. Talvez eu faça outros posts falando mais sobre os benefícios reais do RPG. Espero que tenham gostado de ler essa minha experiência.

E você, tem alguma história de como o RPG te ajudou na “vida real”? Comente aí, nos permita saber!

Oneiros
(en)Rolador em Rolando Dados
Formado em Sistemas de Informação, amante de culinária e RPGista desde 1999, mestre desde... nem se lembra, conhecedor e pesquisador de sistemas de RPG, tem o estranho costume de falar sobre ele mesmo na terceira pessoa... o.O
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  • Álvaro o Bardo

    De fato o RPG ajuda mesmo