quarta-feira , 13 dezembro 2017
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Company of Iron – Relatório de Jogo por Stefano Pelletti

Jogamos hoje o novo jogo da Privateer Press pela primeira vez, o Company of Iron. Lançado dia 25 de Outubro desse ano, o jogo se apoia no sucesso de Warmachine/Hordes, até utiliza as mesmas miniaturas e base de regras, mas traz uma proposta completamente diferente: enquanto Warmahordes é um jogo de batalhas campais onde dois exércitos comandados por Warcasters batalham em mesas de 4×4 pés de tamanho, Company of Iron é um jogo de escaramuças (skirmishes, em inglês), com poucos modelos na mesa. As diferenças não param por aí, mas não estamos aqui para um comparativo, e sim para um review do novo jogo.

Company of Iron

Miniaturas do jogo. Infelizmente ainda não as temos…

Vale a pena saber que Company of Iron, assim como Warmahordes, estão situados no cenário de Reinos de Ferro, excelente RPG com temática Steampunk. Em breve, estarei escrevendo alguns artigos para o Rolando Dados acerca desse fantástico jogo!

Voltando ao assunto, os jogadores montam suas listas com unidades ou personagens solos de seu exército, até 25 pontos (para quem não está acostumado com wargames no geral, cada unidade ou modelo tem um custo em pontos que permite equilibrar os dois exércitos). Além desse custo, cada unidade possui um Custo de Requisição, que irá alterar a quantidade de Cartas de Comando que um jogador pode ter em mãos: quanto mais o modelo for poderoso, maior seu custo de requisição e, portanto, menor a mão daquele jogador. A lógica por trás disso é que unidades de elite precisam de menos esforço de comando para que sejam eficazes em batalha.

O que nos leva a outro ponto positivo do jogo: as Cartas de Comando. Essas cartas constituem sua capacidade de surpreender seu adversário com habilidades que normalmente suas tropas não possuiriam ou de tornar seus ataques mais eficazes, ao adicionar dados nas rolagens de acerto ou de dano. Esse elemento traz uma nova dimensão ao wargame, acrescentando muita imprevisibilidade e de consequência, ao meu ver, diversão à partida.

As tropas, em Company of Iron, são ativadas por modelo de forma alternada entre os jogadores, não havendo a clássica estrutura de turno que costumamos ver, mas um “turnão”, que só termina quando todos os modelos de ambos os jogadores finalizaram a ativação.

O Jogo

Vamos à prova prática do jogo. Infelizmente, não recebemos ainda nossa caixa do jogo (está em trânsito dos States e como todo bom jogador de wargame sabe, a espera pela chegada dos produtos é eterna e angustiante), mas demos um jeito de conseguirmos um deck de Cartas de Comando, enquanto as regras estão disponíveis no site da Privateer Press (links no final do artigo). São necessários também alguns marcadores diferentes, nós usamos os de Warmachine, mas qualquer coisa que indique os diferentes stats serve.

Joguei contra um amigo, o Henryque, com listas de 25 pontos. Eu, claramente, joguei com uma tropa de Khadoranos, enquanto Henryque colocou na mesa uma tropa de elite de Cygnaranos. Ambas as listas sem muita firula, bem diretas, até para facilitar o jogo em nossa primeira vez. As listas foram as seguintes, para quem tiver interesse:

  • STEFANO – Armored Fuckers

    • Man-o-War Kovnik (Commander)
    • Man-o-War Shocktroopers (5)
    • Man-o-War Shocktrooper Officer
  • Henryque – The Thundercats

    • Stormguard Leader
    • Stormguards (9)
    • Warjack Leve – Hunter

Rolamos para escolher o cenário e caiu no cenário SOB SÍTIO em que um dos jogadores seria o Defensor, precisando sobreviver até o final do quinto turno começando exatamente no meio da mesa, enquanto o outro jogador seria o Atacante, precisando aniquilar todos os modelos inimigos até o final do quinto turno.

O jogo durou quatro turnos e, apesar de estarmos extremamente familiarizados com o grosso das regras por conta de Warmachine, ainda assim tivemos que parar o jogo diversas vezes para consultarmos as mudanças, o que acabou alongando a duração do jogo bem além do que havíamos previsto. Além disso, jogamos ignorando uma regra importante sobre a morte dos modelos, o que tornou nossas tropas quase imortais… Houve modelo que morreu e voltou à vida mais de quatro vezes!!!

Apesar disso, o jogo foi muito bom. A ativação alternada dos modelos torna tudo mais fluido, enquanto o menor numero de tropas deixa o jogo mais casual, menos tenso, pois há menos coisas para você gerenciar. O propósito do jogo é exatamente ser casual e mais dinâmico, e nisso a Privateer Press acertou em cheio.

A diminuição da mão também cumpre bem seu papel de equilibrar unidades mais fortes e unidades mais fracas. Eu só podia ter duas cartas na mão por turno, enquanto o Henryque tinha quatro. Isso se traduziu em ele poder usar mais artifícios para tornar suas tropas eficazes, enquanto eu tinha que gerenciar muito bem meus escassos recursos de Comando.

Falando ainda das cartas, a possibilidade de adicionar dados a ataques e danos torna qualquer modelo potencialmente letal e diminui a importância de um valor de armadura ou defesa alto.

No final, o jogo durou 2 horas e meia, entre trancos e barrancos, mas poderia ter durando 40 minutos. Erro nosso, mas estamos preparados para o próximo encontro.

Enfim

Minha opinião pessoal é de que o jogo tem muito potencial, seja pela diversão que propicia, seja pelo fato de que é INFINITAMENTE mais barato você montar duas ou três listas em Company of Iron do que em Warmachine, o que pode seduzir novos jogadores mesmo onde as miniaturas para o jogo devem ser importadas pelo próprio consumidor. Rolarão vários outros jogos de Company of Iron aqui em Teixeira de Freitas, Bahia, com toda certeza, mas sei que o jogo também ganhará as mesas de muitos outros lugares!

Caixa de Company of IronRegras Gratuitas

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Deck de Cartas de Comando

BillRights

Geek jogador de RPG, Cardgames e Wargames há quase 20 anos, minha paixão é o jogo Reinos de Ferro e todos os produtos de seu cenário. Tradutor e colaborador do Reduto do Bucaneiro, firmei uma parceria com Oineros para trazer mais conteúdo de Reinos de Ferro para o Rolando Dados.


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  • Jean Servolo

    Matéria bem interessante, ficou claro sobre qual a proposta do jogo, mesmo para mim que conheço bem pouco das mecânicas de warmachine/Hordes. Este novo jogo parece ser bem divertido e dinâmico também.