sábado , 22 julho 2017
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D20 vs Storyteller: Ganhando Experiência

cranium_by_zero_ggear-d626b2mTrata-se de uma épica batalha, que há muito tempo vem sendo travada, sem um vencedor em definitivo.

Para mim, sistemas d20, são aqueles cujos testes importantes são decididos por um dado de 20 lados, somado a um outro bônus da ficha do personagem. São exemplos de sistemas D20: Tormenta RPG, D&D, Pathfinder, etc.

Por outro lado, aos meus olhos, sistemas Storyteller são aqueles cujo foco principal do jogo consiste na caracterização e efetiva vivência dos dilemas e perturbações do personagem. São exemplos de Storyteller: Vampiro – A Máscara, Changeling – Os Perdidos, Hunter, etc.

Se você discorda da opinião acima, problema seu, porque eu sempre tenho razão deixe seu comentário abaixo, expressando sua indignação com minha burrice opinião.

TormentaXP

Sistemas D20, normalmente, a progressão do personagem decorre dos desafios vencidos, os quais devem possuir um determinado nível. Quase sempre, esses desafios envolvem a morte de monstros, desativar armadilhas, etc. Vejam o texto do livro de Tormenta RPG, abaixo copiado:

Em Storyteller, a coisa é um pouco mais complexa e subjetiva. A progressão do personagem, necessariamente, está vinculada as missões e interpretação do personagem. Para melhor entendimento, veja o trecho do livro de Vampiro – A Máscara:

                                                                                      VampiroXP1VampiroXP
E, dentre as opções acima, qual a melhor?

Não há resposta certa para essa pergunta, simplesmente porque o RPG está relacionado a diversão.

Se você consegue se divertir com a metodologia empregada pelos sistemas d20, que parecem ser mais “mecânicos”, ótimo, é isso aí, keep going! Por outro lado, se sua diversão está na sistemática empregada nos sistemas Storyteller, os quais tendem a focar mais na interpretação do personagem, também não tem problema nenhum!

No fim, RPG serve pra uma coisa: diversão. Se você atingiu esse objetivo, de forma lícita, por favor u.u temos que a missão foi efetivamente cumprida.

Ilustração de capa: Craniumby Zero-GGear

praet0r~
Gameplayer em Rolando Dados
Assalariado do setor privado; vítima da realidade, mas sonhador em essência; RPGista desde 2002; gamer; adora um lolzinho =^^=
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  • Giovane Machado

    Eu mestro para meus amigos um sistema que criei sem usar nenhum outro como base, ele funciona bem para histórias que duram alguns dias de tempo no jogo. Assim nunca precisei pensar em evolução, mas ta anotada as dicas do XP do modo storyteller, muito legal o texto.

  • Sligh

    Bom, nem todos os sistemas mais focados em mecânica que interpretação e vivência dos personagens usam D20. Shadowrun não usa e cabe perfeitamente nessa caixa. Nem Rolemaster.

    Nem todos os sistemas mais focados em interpretação e vivência dos personagens são Storyteller. Game of Thrones RPG não é Storyteller. Nem In Nomine.

    Na verdade eu não vejo isso como absolutos. Vejo como duas “escalas”, todo jogo tem um grau de “ROLL playing game” (ou seja, o quanto ele é “jogo” e o quanto suas estatísticas definem com complexidade os personagens) e um de “ROLE playing game” (ou seja, o quanto ele incentiva interpretação). Desde jogos MEGA interpretativos que são quase um teatro e onde raramente se rola dados até jogos MUITO mecânicos onde você precisa de testes até pra cavar buracos (Gurps… AH-HAM).

    Porém, ressalto que:

    1) Os dois não são excludentes. Muitos jogos se preocupam MUITO com ambos. Eu, particularmente prefiro jogos de complexidade mecânica mediana e complexidade interpretativa alta. Dependendo de como o jogo é escrito, pode até ser que uma coisa alimente a outra (como o próprio Vampiro que tem sistemas que servem justamente pra reforçar a interpretação, é inclusive um jogo de complexidade mecânica médio…).

    2) No fim das contas, depende do grupo. Já vi X-men noturnos que jogavam Storyteller interpretando ZERO e jogadores de D&D que escreviam verdadeiros romances e delineavam e interpretavam cada característica de seus personagens… depende do grupo e do mestre, embora alguns sistemas, como escritos, influenciem isso pra um lado ou pro outro.