quarta-feira , 24 maio 2017
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Neverwinter Nights: Uma obra-prima do RPG eletrônico

Olá aventureiros!

Hoje irei falar um pouquinho sobre este jogo, o qual, por muito tempo, acalentou meu espírito durante os momentos de solidão. Obviamente que, minha análise não será tão técnica, na medida em que sou muito mais um fã do jogo, do que um cara que entende, tecnicamente, sobre jogos e tals, pra isso, nós temos nosso amigo Elfo xD

Neverwinter Nights foi lançado em jun/2002, tendo sido produzido pela empresa BioWare. A produtora do game também é responsável pelos títulos Dragon Age, Mass Effect, o MMO Star Wars: The Old Republic, e claro, pelo tão elogiado Baldur’s Gate.

Antecipadamente, registro que eu, particularmente, não gostei de Baldur’s Gate (Prevejo dizeres como: “HEREGE MALDITO, QUEIMEM-NO NA FOGUEIRA!”). O motivo é muito simples: apesar de Baldur’s seguir as regras de um RPG tradicional, o combate era muito atravancado, tornando o jogo não tão dinâmico (leia-se: rápido) e um tanto quanto difícil. Tal fato, certamente não ocorre com Neverwinter Nights.

Pela pesquisa que realizei, Neverwinter Nights demorou 5 anos para ser entregue, porém, a longa espera foi recompensadora. Se procurar pela interwebs, tanto em sites gringos, como nacionais, poderão observar que o jogo sempre alcançou boas notas com a crítica. Mas então, por que o jogo é tão incrível?

O jogo se passa no mundo de fantasia de Forgotten Realms, um dos cenários do nosso tão nosso estimado Dungeons and Dragons. A criação e evolução do personagem, a jogabilidade, os diálogos dos personagens, enfim, absolutamente tudo, levam ao RPG tradicional.

Temos praticamente as mesmas raças e classes do de D&D. É possível optar por classes de prestígio, ou ainda, dual classes.

A maioria dos talentos e habilidades (skills) de D&D estão presentes no jogo (alguns, com as devidas adaptações necessárias para um jogo eletrônico), e da mesma forma, estão presentes os atributos clássicos de RPG, os quais evoluem e conferem os bônus ou penalidades, da mesma forma como num livro tradicional de RPG (a cada múltiplo de dois, você tem o bônus/penalidade para ataque/defesa/skills/etc). Tudo isso deve ser escolhido meticulosamente pelo jogador, para que seu personagem não fique muito desbalanceado.

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Além disso, para as classes arcanas/divinas (leia-se: dependentes de magia), se faz necessário escolher magias ou decorá-las, antes do inicio de cada dia, sob pena de encarar combates sem a força necessária.

Maaaas, ainda que você não entenda absolutamente nada sobre RPG, o jogo trás aquela opção camarada de sugestões do que aumentar. Dessa forma, mesmo que você não tenha nenhum conhecimento sobre RPG de mesa, você ainda vai conseguir jogar e se divertir com o game.

O jogo não é um sandbox, como a maioria dos RPGs atuais, porém, lembrem-se aventureiros, estamos falando dos primórdios da computação gráfica, num universo tão enorme como o trazido por Neverwinter Nights. Para terem uma ideia, na época que o game foi lançado, eu considerava os gráficos do jogo perfeitos!

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Na verdade, até hoje jogo Neverwinter Nights, de modo que os gráficos do jogo ainda se sustentam para os dias atuais (e olha que sou fresco pra caramba com isso!).

Como dito anteriormente, o combate do jogo é muito fluido. A inteligência artificial ajuda bastante, permitindo traçar alguns combates sem precisar pausá-los tanto (sim, é possível pausar, para ordenar ataques, magias, etc). Eu acho tão bonitinho, quando a cada diálogo ou ataque, aparecem as rolagens dos dados, somados a todos os seus bonus, demonstrando se você teve sucesso na rolagem ou não! Caralho, isso é muito foda…

Quanto a história do jogo, eu afirmo, sem ressalva alguma, que está no meu TOP 5. Não sei nem direito o que falar, de tão foda boa que é…

Além da campanha singleplayer (que pra mim, foi o auge do jogo), muitas pessoas elogiaram o sistema multiplayer. O jogo trazia uma ferramenta que tornava possível a criação de campanhas online. Assim, uma pessoa podia, verdadeiramente, assumir o papel do mestre, criando mapas, NPCs, itens, caixas de diálogo e etc., enquanto que os outros, poderiam ser os jogadores da campanha. Isso parece realmente muito foda bom, porém, você precisava manjar de programação… Lembrem-se: 2002, Brasil, programação… Digamos que, por aqui, não vingou tanto, mas acredito que lá fora, naquela época, o multiplayer deve ter arrebatado mais uns milhares de jogadores.

Sinceramente, se você gosta de RPG, e especialmente, se você gosta de D&D, não vejo razões para você não jogar Neverwinter Nights. O jogo possui quase tudo que você gosta num RPG de mesa, só não te dá opção do livre arbítrio, mas duvido muito que algum jogo eletrônico, algum dia, consiga reproduzir isso.

Enfim, jogue NvN e seja feliz!

praet0r~
Gameplayer em Rolando Dados
Assalariado do setor privado; vítima da realidade, mas sonhador em essência; RPGista desde 2002; gamer; adora um lolzinho =^^=
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